sexta-feira, 30 de julho de 2010

Família


Na minha casa moram 7 pessoas. Pai, mãe e 5 filhos. Do mesmo pai, da mesma mãe. Sempre que digo a quantidade de pessoas que vivem comigo, as pessoas ficam escandalizadas. Por que? Não vejo mal algum e ter um monte de irmãos. Adoro cada um dos quatro de modo especial.

Ter uma família grande é ter com quem contar a qualquer momento. É dar risadas, chorar, morrer de vontade de pular no pescoço da irmã mais nova que quebrou o vidro de perfume sem querer. É ter brigas apartadas pela mãe ou pelo pai (que geralmente já está com o cinto na mão). É ter com quem dar a mão em noites que estamos com medo de dormir sozinhos e todas as outras maravilhas que uma família oferece. O que foi descrito acima já não acontece mais, afinal, os filhos da D. Sandra e do Sr Dimas já estão crescidinhos.

Família é tudo de bom, quando é grande é melhor ainda. Enfim, acredito que todos estes fatos dentro de uma casa estão prestes a acabar, afinal, existem tantas maneiras de se evitar filhos, já que eles agora muitas vezes são considerados um empecilho para os planos de um casal. Falando em casais, como agora está fácil divorciar-se daquela pessoa a quem se faz juramentos de amor eterno. Todos sabem o que está acontecendo com a família.

Esta minha opinião não é pelo fato de ter crescido em uma família tradicionalmente católica, mas hoje, vejo o quanto pessoas da minha idade tem dificuldades em acreditar que ter uma família é possível, já que muitos não tiveram este modo de vida que eu tenho e acham que morar com muita gente deve ser a pior experiência do mundo. Nossa, o texto ficou longo demais. Mas poderia escrever uma monografia de como eu amo e defendo a família composta apenas por pai, mãe e irmão. Não apoio famílias que tem filhos de vários pais, meio irmãos e afins. Podem criticar a vontade.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sorriso


Estes dias, na minha rotina de voltar para casa, sempre de ônibus, estava ocorrendo tudo normal. Coloquei fones de ouvido e comecei a ouvir Djavan, Simone, Ana Carolina e outros clássicos da MPB. Tudo normal. De repente, uma criança, que aparentava ter 7 ou 8 anos, no máximo, olhou para mim e deu um sorriso. Lindo. Provavelmente eu estava com uma cara fechada (mas não mal humorada), tive que retribuir o meu sorriso metálico para aquele garotinho. No decorrer da viagem, recebi mais um risinho inocente e novamente meu sorriso metálico foi retribuído.

Enfim, pode ser uma coisa tão boba, Insignificante, mas é incrível como o sorriso sincero de alguém pode mudar o dia, principalmente se o dono de um sorriso for uma criança. Sei que há milhares de maneiras de abordar risos e “pequerruchos”, mas o que chama a atenção para este simples fato cotidiano é de que o mundo está precisando de milhares de sorrisos infantis, ou fazer com que os adultos também tenham a ingenuidade de uma gargalhada como só os “pirralhos” sabem fazer. E um sorriso pode fazer um dia normal ficar melhor ainda. Pelo menos comigo deu certo.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O que escrever?


O que escrever para um blog geral?
Tem tantos assuntos a serem discutidos, tantas informações a serem passadas adiante.
Bem, todos sabem disso. Mas como escrever algo de interesse público e interessante se as pessoas só querem saber de novelas, violência e fofocas?

Poderia falar sobre os planos de governo da Dilma, do Serra, da Marina... Mas acredito que poucas pessoas estejam interessadas neste assunto. Hoje eu falaria do Mano Menezes (como gosto dele) e da sua missão em dirigir a seleção brasileira, mas o tempo de copa já acabou e ninguém mais se interessa por isso. Quem sabe daqui quatro anos eu fale sobre isso.

Como já foi mencionado que as pessoas gostam de novelas e violência, acho que meu blog não interessa a ninguém, mas continuarei escrever sobre assuntos que eu acho interessante. Quanto a escrever sobre dramaturgia, será difícil pois isso não está no meu cotidiano, e quando escrever, tenham certeza que escreverei apenas para criticar (pode ser positivamente, mas será difícil) e tentar abrir os olhos dos meus leitores para prestarem mais atenção em algo realmente útil.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Parar o país por outros motivos


Mais um jogo da seleção brasileira está prestes a acontecer e o Brasil está prestes a parar. Tudo bem, não serei somente aquela que critica Copas do Mundo porque adoro ver a seleção entrando em campo, também acompanho outros jogos e torço contra a Argentina.

Estes dias estava criticando o comportamento do povo brasileiro pelo motivo de parar o país para ver um jogo de futebol e obtive a seguinte resposta: “Filha, isso é a cultura brasileira, aqui é o país do futebol”, tive que concordar.

Realmente não há o que falar. Vamos parar o país, curtir um show da nossa seleção, vestir a camisa verde e amarela, fazer barulho com as vuvuzelas e comemorar mais uma vitória. Brasileiro adora comemorar. A chegada de um fim de semana é comemorada, não é mesmo?

Como já foi dito que não há o que falar do comportamento dos brasileiros, vamos parar o país para outros motivos também? Vamos parar o país para reivindicar melhorias em nosso sistema político? Vamos parar o país para solicitar mais segurança, educação, saúde? Vamos pintar nossas caras novamente de verde e amarelo (copiar os “Caras Pintadas”) e cobrar tudo o que o Brasil precisa para tornar-se um país exemplo para o resto do mundo.